No dia em que a Câmara dos Deputados começa a definir o futuro das matas brasileiras aprovando o Código Florestal, duas das principais lideranças em defesa das florestas do Pará foram assassinadas: o líder extrativista José Claudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva. Conhecidos pela luta contra a extração ilegal de madeira na amazônia paraense, o casal foi vítima de uma emboscada no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, na área rural da cidade de Nova Ipixuna (região de Marabá, PA), onde moravam, nesta terça-feira, 24.
O caso chegou de imediato à presidente Dilma Rousseff, que ordenou, através do Ministério da Justiça, que a Polícia Federal investigue a morte do casal de ativistas. Na internet, principalmente através do twitter, simpatizantes da causa ambiental buscam por mais informações através da tag #ZéClaudio e comparam o líder a outros mártires da causa florestal na Amazônia, como Chico Mendes (AM) e Dorothy Stang (PA).
Chamado de Zé Claudio, o ativista era um dos únicos que ainda denunciavam a ação de madeireiras ilegais na devastação da floresta amazônica no Pará, cuja cobertura foi reduzida de 85% para 20% (de 1997 até hoje), pela ação de madeireiros e carvoeiros. Ele e sua esposa viviam da colheita de castanhas da floresta, em assentamentos de extrativismo sustentável. Ambos lideravam a associação de camponeses da região, e já haviam recebido diversas ameaças de morte dos madeireiros, sem nunca terem obtido proteção policial.
Em novembro do ano passado, Zé Claudio foi convidado para uma palestra no TEDx Amazônia, evento organizado por uma entidade internacional que reuniu mais de 400 palestrantes para discutir o bioma. Na ocasião, ele conta as ameaças constantes que recebia."Eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora. Vou para cima e denuncio madeireiros e carvoeiros. Por isso, eles acham que eu não posso existir?", declarou na ocasião. - de: http://silviamota.ning.com/ -
No dia em que a Câmara dos Deputados começa a definir o futuro das matas brasileiras aprovando o Código Florestal, duas das principais lideranças em defesa das florestas do Pará foram assassinadas: o líder extrativista José Claudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo da Silva. Conhecidos pela luta contra a extração ilegal de madeira na amazônia paraense, o casal foi vítima de uma emboscada no Projeto de Assentamento Agroextrativista Praia Alta Piranheira, na área rural da cidade de Nova Ipixuna (região de Marabá, PA), onde moravam, nesta terça-feira, 24.
ResponderExcluirO caso chegou de imediato à presidente Dilma Rousseff, que ordenou, através do Ministério da Justiça, que a Polícia Federal investigue a morte do casal de ativistas. Na internet, principalmente através do twitter, simpatizantes da causa ambiental buscam por mais informações através da tag #ZéClaudio e comparam o líder a outros mártires da causa florestal na Amazônia, como Chico Mendes (AM) e Dorothy Stang (PA).
Chamado de Zé Claudio, o ativista era um dos únicos que ainda denunciavam a ação de madeireiras ilegais na devastação da floresta amazônica no Pará, cuja cobertura foi reduzida de 85% para 20% (de 1997 até hoje), pela ação de madeireiros e carvoeiros. Ele e sua esposa viviam da colheita de castanhas da floresta, em assentamentos de extrativismo sustentável. Ambos lideravam a associação de camponeses da região, e já haviam recebido diversas ameaças de morte dos madeireiros, sem nunca terem obtido proteção policial.
Em novembro do ano passado, Zé Claudio foi convidado para uma palestra no TEDx Amazônia, evento organizado por uma entidade internacional que reuniu mais de 400 palestrantes para discutir o bioma. Na ocasião, ele conta as ameaças constantes que recebia."Eu vivo com a bala na cabeça a qualquer hora. Vou para cima e denuncio madeireiros e carvoeiros. Por isso, eles acham que eu não posso existir?", declarou na ocasião.
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